Mas afinal, os vírus possuem ou não vida?

Comentários · 152 Visualizações

Esta é sem dúvida uma das questões mais pragmáticas para alguns cientistas. Será que são ou não seres vivos?

   Pois bem, eis a questão. Poderá um vírus ser considerado um ser vivo? É uma questão pertinente, uma vez que, os vírus não possuem algumas características para serem considerados seres dotados de vida.

   Estes pequenos organismos, geralmente são considerados seres inertes, ou seja, desprovidos de vida, pelas seguintes razões:

  • São seres acelulares: dizer que um ser é acelular é especificar que o mesmo não é constituído por células. Ora bem, a célula é a unidade básica e estrutural da vida. Só por aqui excluíamos logo o vírus. O facto de nao ter células, também contraria uma teoria científica: A Teoria Celular. Esta teoria refere que todos os seres vivos são formados por células e que todas as células têm origem em células pré-existentes.
  • Não possuem potêncial bioquímico: assim sendo, não há produção de energia metabólica. Isto quer dizer que não têm condições de se alimentar nem de respirar. Mais um facto para não serem considerados seres vivos.
  • Reproduzem-se?: sim, os vírus reproduzem-se mas não como os seres vivos. Para se reproduzirem precisam de estar inseridos no interior de uma célula. Por isso é comum serem apelidades de parasitas intracelulares obrigatórios. Concluimos que, sozinhos eles não têm capacidade de se reproduzir.

   Os vírus tem a capacidade fantástica de enganar e confundir o sistema imunitário e depois aparecem as doenças.

   Há outras características nestes organismos que levam a acreditar que realmente poderão possuir vida:

  • Presença de RNA e/ou DNA: a presença de material genético é, por si só, um indicador da presença de vida, pois mostra que são capazes de transmitir a informação presente neles aos seus descendentes. Confuso, não é? 
  • Evolução: a capacidade que os vírus têm de evoluir, de mutar e de se adaptarem a determinadas circunstâncias ao longo do tempo é mais uma característica de que podem ser considerados seres vivos. Vamos lá pensar, só os seres realmente bem adaptados ao meio é que sobrevivem.

   Depois de explorar este tipo de conclusões, fica um pouco difícil classificar um vírus. Mas... aparece outra questão.

   Se considerarmos que o vírus é realmente um organismo dotado de vida, porque não funcionam os antibióticos no combate a este microscópico ser?

   Primeiro precisamos entender que os antibióticos também são chamados de antibacterianos, ou seja, são usados para combater bactérias.

   As bactérias são seres unicelulares (logo são seres vivos confirmadíssimos) e estão no nosso sistema de orgãos. A maioria das bactérias são benéficas para o organismo, mas há outras que provocam determinadas infeções. É aí que entra o antibiótico, que funciona de forma eficaz contra este microrganismo. Se refletirmos, conseguimos concluir o seguinte: não levamos vacinas para as inflamações do ouvido, da garganta, do estômago, pois não? Claro que não, porque tudo isso é provocado por bactérias. As vacinas servem para evitar que determinados vírus invadam o nosso sistema imunitário, e caso invadam ele já está adaptado para conseguir combatê-lo, como a gripe, o sarampo ou a hepatite.

   Então, já dá para perceber porque é que os vírus são realmente fantásticos. Com ou sem vida, não podem ser combatidos de qualquer forma, e na grande maioria das vezes só é possível mesmo tratar os seus sintomas quando estes invadem o nosso sistema, porque o próprio organismo deve ser capaz de o eliminar por si só.

   Resta-nos permanecer na dúvida quanto à vitalidade do vírus, mas enquanto não ficar realmente claro por parte dos cientistas, cada um pode optar pela opção que lhe fizer mais sentido.